Felipe Comunica

Março 30, 2007

Portal Terra: os limites do jornalismo na Internet

Arquivado em: academia — felipecomunica @ 6:51 pm

 

Refletindo sobre o Portal Terra uma série de apontamentos podem ser feitos acerca dos limites do jornalismo na Internet. E não por acaso a reflexão é feita sobre o Terra, um dos portais que explora grande parte das possibilidades da rede mundial de computadores. Não há como deixar de citar, no entanto, que as possibilidades ainda são muito maiores do que as exploradas.

O portal em análise tem algumas características que o colocam como próprio à nova forma de se fazer jornalismo. Foi concebido especialmente para a informação on-line. Portanto, não se trata de uma simples representação de uma publicação impressa, como na versão on-line do jornal paulista Estadão. Como tem na Internet seu objeto o Terra preza pela noticia instantânea, fazendo links para o contexto do tema que é noticiado. Ao disponibilizar esses links, o portal se aproxima do que é característica da Internet.

Por outro lado, são disponibilizados rádio e televisão digitais. Também não estamos falando aqui de uma simples transposição de um meio para outro, como teoriza Marshall McLuhan. São conteúdos produzidos especialmente para a rede, e veículos mantidos também especificamente para esse fim.

Embora tenha sim característica de jornalismo on-line, o Terra esbarra em alguns limites importantes por conta das imposições do mercado. No que diz respeito à produção de conhecimento, o portal deixa a desejar. Não explora o hipertexto, por exemplo, ignorando a rede de conhecimento que se consolida na Internet – rede que reforça a idéia da aldeia global, de Mcluhan. Ainda que existam mecanismos para isso, a interatividade também é pouco explorada, sobretudo na produção de informação, outra novidade importante trazida pela Internet.

Entrevista do deputado Frank Aguiar concedida à TV Terra e publicada no site You Tube: 

 

Março 17, 2007

O You Tube e a Cibercultura

Arquivado em: academia — felipecomunica @ 12:00 am

As monotonas tardes de domingo sem opção de entretenimento para além da “Temperatura Máxima” e do “Domingão do Faustão” estão contadas. A revolução digital em curso nos países desenvolvidos começa a chegar com força ao Brasil. E com ela, a cibercultura. Um espaço virtual onde a troca de informações entre fonte, mediador e receptor é constante e a interatividade parte fundamental do processo.

Aquele nostálgico episódio do Chaves onde o Professor Girafales elogia o Seu Madruga não precisa requer mais uma visita à uma videoteca para ser acessado. Tampouco se faz necessária a compra do vídeo em lojas do genêro. Basta ter em casa um computador ligado à Internet e, a partir dele, um acesso ao You Tube

 O site comprado recentemente pelo Google representou para o início do século XXI uma revolução na cibercultura. Internautas de todo o mundo disponilizam seus videos diariamente para outros internautas acessarem. Isso forma uma rede que leva à milhões de acessos diários à vídeos dos mais variados genêros. 

Quer ver o clipe de sua banda preferida? Acesse o You Tube. Prefere um capitulo dos “Trapalhões”? O You Tube também tem. E mais. Se ainda não estiver por lá você mesmo pode colocá-los. Embora para os mais conservadores a cibercultura já esteja no seu ápice, não é o que filmes como “Matrix” propõe. Ao contrário, são “profetas” de uma realidade onde não há fronteiras entre virtual e real.

 Se o You Tube não basta como exemplo para um conceito de cibercultura, porque não falar do compartilhamente de música na Internet. Para ouvir seu artista preferido basta acessar os sites que oferecem música de graça. É salvar em seu computador. E há ainda mais do que isso. Na litaeratura, a produção de conhecimento se encaixa nesse contexto. O mesmo cidadão que pesquisa no site Wikipédia, por exemplo, pode produzir material para pesquisa, agregrando novos conceitos ao tema pesquisado.

   

  

Março 6, 2007

Sociedade quer contensão de despesas. Vereadores, mais assessores

Arquivado em: Política — felipecomunica @ 5:25 pm

*Felipe Oliveira

Se depender da Câmara Municipal de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, a imagem dos políticos não terá curvas diferentes daquelas desenhadas pelos “artistas” de Brasília na última legislatura. Os “Senhores” vereadores aprovaram na semana que antecedeu o Carnaval – ao apagar das luzes para a festa popular – a criação de 15 novos cargos de confiança que representarão uma despesa anual superior a R$ 700 mil.

Com a aprovação de dois projetos de lei, um criando o cargo de coordenador jurídico e outro a vaga de assessor parlamentar, cada um dos 14 vereadores passa a contar com a possibilidade da nomeação de um terceiro assessor. As funções têm vencimentos que qualquer profissional, de qualquer segmento, pensaria duas vezes antes de recusar. São mais de R$ 2,6 mil por mês aos assessores. O coordenador jurídico? Na casa dos R$ 5 mil.

Não há dúvidas de que a sociedade concorda com a justificativa dos “nobres” parlamentares: “é necessário qualificar o atendimento à sociedade”. É sim vereadores. Mas não no parlamento, onde a incumbência essencial é legislar na busca desse melhor atendimento. Bom atendimento que deve se refletir na rede pública de saúde e de educação. Ou quem sabe precisemos de melhor atendimento também na área da segurança pública!

Não há tema mais recorrente na opinião pública do que contenção de despesas. Pois Novo Hamburgo retrocede, aumentando o desperdício do dinheiro público e contribuindo para a manutenção de um modelo político viciado, baseado no empreguismo. Vale lembrar que a responsabilidade “oficial” dos parlamentares consiste na simples presença às duas sessões ordinárias semanais. São apenas duas tardes por semana. E mais, sequer os assessores têm registro ponto para obedecer…

Para além da crítica a um parlamento que rejeita o fim da contratação de parentes de políticos, que seguem nas estruturas públicas hamburguenses, é necessário que se faça a urgente e notória crítica ao modelo de democracia adotado pelo Brasil. Seja na esfera municipal, estadual ou federal, o Poder Legislativo há muito não representa nem as maiorias, sem falar das minorias sem representação. Talvez o “modesto” exemplo de Novo Hamburgo, aliado aos escândalos de Brasília, ou ao salário vitalício para governadores aprovado nos parlamentos estados afora, sirvam de alerta. E o pior é que talvez seja necessário algo mais chocante!

Enfim, voltemos ao “pequeno grande” exemplo do Vale do Sinos. O veto do Executivo à matéria que cria os novos cargos, anunciado nesta segunda-feira, dia 26, vem no sentido de zelar pela preservação do que é de interesse público. Poderíamos discutir também a moral desse Executivo, que propõe o fim do nepotismo e mantém parentes de políticos sem concurso público em seus quadros desde o início do governo. As atenções, no entanto, estão voltadas para o Legislativo. E será necessário muito “bafo na nuca” dos vereadores para manter o veto aos novos cargos!

CUIDADO! Eles não são procurados, mas representam perigo aos cofres públicos! Votaram à favor de mais assessores!

Ito Luciano (PMDB)

Antônio Lucas (PDT)

Teo Reichert (PDT)

Soli Silva (PDT)

Ranan Shaurich (PTB)

João Marcos (PTB)

Lorena Mayer (PFL)

Gerson Peteffi (PSDB)

*Cleonir Bassani (PSDB)

*O vereador Cleonir Bassani votou à favor da criação de mais assessores em primeiro turno e contra no segundo e decisivo.

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*Felipe Oliveira – Estudante de Jornalismo na Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos) – São Leopoldo-RS e Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Março 3, 2007

Eternamente, Mamonas Assassinas

Arquivado em: Entretenimento — felipecomunica @ 12:51 am

Os caras falavam boas besteiras.

Apresentação e expectativas para a disciplina de Jornalismo on-line

Arquivado em: Pessoal — felipecomunica @ 12:44 am

Curso o sexto semestre de jornalismo na Unisinos e também Ciências Sociais na UFRGS. Atualmente, trabalho na assessoria do vereador Ralfe Cardoso (PSOL), na Câmara Municipal de Novo Hamburgo, cidade onde moro. Desenvolvo no bairro onde moro o projeto de um jornal comunitário que já tem três edições. Minha primeira experiência com jornalismo foi no jornal O Diário, que circula em 11 cidades na região da Encosta da Serra. Trabalhei lá durante uma ano.

Me matriculhei na disciplina de Jornalismo On-line com o propósito de otimizar minhas atividades profissionais neste momemento. Confesso que tenho um pouco de dificuldade em trabalhar com informática. Sinto que falta paciência para exercitar. Por outro lado, no entanto, espero que ao longo do semestre consiga me adaptar e explorar os benefícios que a Internet oferece. Acredito que a disciplina ofereça base para isso.

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