Crédito: Felipe Oliveira

Impasse entre governo e TV venezuelana suscita debate sobre comunicação pública
Comunicação como bem comum da humanidade. A afirmação parece utópica, mas tem permeado os debates a respeito da não renovação da concessão da RCTV pelo gorverno de Hugo Chaves na Venezuela. Entre os profissionais da área, a discussão não se restringe aos argumentos corporativos utilizados pelas grandes redes de comunicação brasileiras. Vai além, trazendo elementos na argumentação, tanto contrária à medida, quanto favorável, que passam pelo conceito de TV pública, liberdade de expressão e pelo controle dos meios.
Estudantes manifestam opiniões divergentes
Entre os estudantes de comunicação social as opiniões são divergentes. Convergem apenas no que diz respeito aos argumentos utilizados, todos baseados nas discussões em sala de aula. Daniel Klein, 24 anos, estudante de jornalismo, defende posição contrária à medida de Chavez. O eixo de sua argumentação é a liberdade de imprensa. “Ele (Chavez) tomou uma atitude autoritária, não respeitou a democracia”, destaca Klein.
Daniel Klein é contrário à medida
O estudante de jornalismo utiliza ainda elementos da disciplina de Teorias do Jornalismo para combater o argumento de que a comunicação só deve repercutir o interesse público. “No discurso isso é muito bonito, mas na prática, sabe-se que não há jornalismo imparcial. A teoria organizacional é clara quando afirma que fatores que envolvem a instuição influenciam na produção da notícia.
Concordância no nome e na forma de argumentação. Únicas semelhanças na posição do estudante de publicidade e propaganda Daniel Henz, 30 anos, com o colega Klein. Para ele, Chavez aponta para um novo modelo de comunicação ao não renovar a concessão da RCTV. “Essa é uma medida que estimula o debate sobre comunicação pública”, defende o estudante. “Chavez consegue colocar-se como opositor ao modelo imperialista de comunicação.”
Daniel Henz defende televisão pública
Henz conclui falando sobre o conceito de comunicação pública. “Não podemos aceitar que a grandes redes internacionais se apropriem da comunicação como se fosse sua. A questão central não é sequer a mantenedora do veículo. Não há problema que seja a iniciativa privada, mas o interesse público deve ser repercutido fielmente, acima de qualquer outro elemento.”
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Pingback por Maioria dos estudantes é contra o fechamento da RCTV « natachaonline — Junho 22, 2007 @ 11:42 pm