Felipe Comunica

Junho 22, 2007

RCTV x Hugo Chavez, expoentes de um debate ideológico

Arquivado em: Comunicação, Política, academia — felipecomunica @ 3:20 pm
Crédito: Felipe Oliveira 
Impasse entre governo e TV venezuelana suscita debate sobre comunicação pública

          Comunicação como bem comum da humanidade. A afirmação parece utópica, mas tem permeado os debates a respeito da não renovação da concessão da RCTV pelo gorverno de Hugo Chaves na Venezuela. Entre os profissionais da área, a discussão não se restringe aos argumentos corporativos utilizados pelas grandes redes de comunicação brasileiras. Vai além, trazendo elementos na argumentação, tanto contrária à medida, quanto favorável, que passam pelo conceito de TV pública, liberdade de expressão e pelo controle dos meios.

Estudantes manifestam opiniões divergentes

          Entre os estudantes de comunicação social as opiniões são divergentes. Convergem apenas no que diz respeito aos argumentos utilizados, todos baseados nas discussões em sala de aula. Daniel Klein, 24 anos, estudante de jornalismo, defende posição contrária à medida de Chavez. O eixo de sua argumentação é a liberdade de imprensa. “Ele (Chavez) tomou uma atitude autoritária, não respeitou a democracia”, destaca Klein.

Daniel Klein é contrário à medida

          O estudante de jornalismo utiliza ainda elementos da disciplina de Teorias do Jornalismo para combater o argumento de que a comunicação só deve repercutir o interesse público. “No discurso isso é muito bonito, mas na prática, sabe-se que não há jornalismo imparcial. A teoria organizacional é clara quando afirma que fatores que envolvem a instuição influenciam na produção da notícia.

           Concordância no nome e na forma de argumentação. Únicas semelhanças na posição do estudante de publicidade e propaganda Daniel Henz, 30 anos, com o colega Klein. Para ele, Chavez aponta para um novo modelo de comunicação ao não renovar a concessão da RCTV. “Essa é uma medida que estimula o debate sobre comunicação pública”, defende o estudante. “Chavez consegue colocar-se como opositor ao modelo imperialista de comunicação.”

Daniel Henz defende televisão pública

          Henz conclui falando sobre o conceito de comunicação pública. “Não podemos aceitar que a grandes redes internacionais se apropriem da comunicação como se fosse sua. A questão central não é sequer a mantenedora do veículo. Não há problema que seja a iniciativa privada, mas o interesse público deve ser repercutido fielmente, acima de qualquer outro elemento.”

—————————————————————

Manifeste sua opinião:

O que você acha da não renovação da concessão da RCTV na Venezuela?

Abril 28, 2007

Conquiste a rede, ou alguém consquistará por você

Arquivado em: Cultura, Entretenimento, academia — felipecomunica @ 12:23 am

A rede mundial de computadores convida você à explorá-la! O que acha do convite? Pois dia-a-dia se torna cada vez maior a oferta na Internet de métodos de interação entre usuário e rede. E mais. Aumentam diariamente também as redes de produção de conhecimento que facilitam a conquista da rede. Você não se interessa por blogs, fotologs e videologs ou podcasts e não quer conquistar a rede? Alguém conquistará ela por você! 

A liberdade em forma de blog 

Se você ainda não faz parte da “Blogosfera”, cuidado! Em breve você poderá ser considerado um extraterrestre. O capricho de se ter um diário na Internet hoje é quase que necessidade básica para internautas do mundo inteiro. Os blogs são páginas atualizadas regularmente por simples usuários da rede, na maioria dos casos, sem nenhum custo, organizados em grupo ou individualmente. As páginas vão muito além de sua função inicial de diário on-line.

Hoje, jornalistas renomados, por exemplo, mantém blogs onde seus leitores fazem sugestões acerca do vêem na mídia. Se você não sabe onde jantar hoje, vá a qualquer blog de culinária e terá boas dicas. Se quer um espaço para publicar suas poesias ou expressar seu descontantamento com os “excelentíssimos” políticos brasileiros, crie seu próprio blog. Ele ficará à sua disposição para qualquer conteúdo, sem alguém para dizer o que pode ou não ser publicado. É pura liberdade!

Fotógrafos e cinegrafistas de flogs e vlogs

Compre uma câmera digital e torne-se fotógrafo ou cinegrafista, à seu gosto. Essa é uma das facilidades do fantático mundo dos flogs e vlogs. As páginas virtuias permitem a comunicação através de imagens entre pessoas que estejam nos mais distantes lugares do mundo. A interação entre produtor e usuário é constante. E o melhor, normalmente com poucos recursos financeiros você terá um produto de boa qualidade.

Aquela foto exclusiva de uma celebridade com o novo amor passeando em uma deserta – ou mesmo fazendo algo mais -, o vídeo que você consegue gravar no momento de um assalto… São exemplos de importantes informações que você mesmo pode disponibilizar na rede. Se tiver a sorte de conseguir os dois “furos”, pode postar um em sua página de fotos e outro na página de vídeos ou reunir os dois em um blog com as duas ferramentas. Ser fotógrafo e cinegrafista está ficando fácil!

Os novos donos da comunicação a partir do podcast

Já imaginou ter o seu próprio veículo de comunicação. É difícil de realizar, não? Mas fica cada vez mais longe do mundo das impossibilidades com os podcasts. Você já deve ter ouvido falar do iPod, o tocador de arquivos digitais da Apple. Pois aquele aparelinho é uma das fontes inspiradoras da “Revolução do faça você mesmo”. As empresas detentoras de direitos autorais de música e clipes latem, mas a caravana não pára! 

Com um podcast você hospeda seus aqruivos de vídeo ou som em um endereço virtual. Em qualquer lugar do mundo, qualquer pessoas poderá acessar seus aqruivos. Com sorte, você se tornará um magnata da comunicação. Isso se sua página estiver entre as mais acessadas do mundo. É só um pouquinho de sorte e alguma competência. Seu receptor vai baixar o arquivo no iPod, ou em um computador portátil, baseado na idéia de ver e ouvir em qualquer lugar a qualquer momento. Então, tenha seu veículo de comunicação agora!

Seja por blog, vlog, flog ou podcast, a Internet invadida

Aquele velho conceito de que a Internet serviria apenas para a dinâmica da informação ou para para facilidades de mercado cai por terra. Com a consolidação da Web 2.0, a interação é a bola da vez. Seja por blog, vlog, flog ou podcast, a rede é invadida por produtos que ofercem a comunicação e a troca de informações instântanea e virtual. De certo há que a “nova” Internet torna você produtor e usuária ao mesmo tempo. Conquistar esse mundo é o desafio… 

   

Abril 14, 2007

Web 2.0 toma conta da Internet

Arquivado em: Entretenimento, academia — felipecomunica @ 12:04 am

A Internet avança no sentido da dinâmica dos sitemas de informação. O ritmo é cada veze mais acelerado e tende a crescer com as últimas descobertas tecnológicas. A plataforma Web 2.0 toma conta da rede e promete em pouco estar presente em todos os países do mundo, o que torna as relações de comunição e troca de dados cada vez mais dinâmica. As empresas de software estão de cabelo em pé, já que a nova cultura passa a oferecer serviços on-line, gratuitos e sem ocupação de memória. 

Nesse sentido, as grandes empresas de Internet começam a se apropriar desse conceito, que, por mais complexo que pareça, é simples e baseado em algumas entre as quais estão o foco na simplicidade e a mobilidade. O Riya Visual Search é um dos principais exemplos de aplicação do mundo de facilidades que a Web 2.0 oferece. Uma espécie de album de fotos virtual, que armazena suas imagens. 

 

Foco na simplicidade

A Web 2.0 aposta na simplicidade para cativar o internauta. Nada de links que levam um século para carregar, imagens gigantes ou vários desvios até o objeto desejado. Com isso, torna o acesso à Internet prazeroso para o usuário. Baseada na constante transferência de dados, a nova plataforma utiliza a simplicidade também no sentido de ganhar em velocidade de transmissão. Com isso, une o útil ao agradável. Útil no sentido de que ocupa menos espaço de banda e agradável porque cativa o internatua.

 Mobilidade

Não há como deixar de citar a mobilidade própria à Web 2.0. A partir dela, a plataforma baseia sua atuação. São milhares de dados transmitidos e armazenados no espaço virtual a cada milésino de segundo. Nesse sentido, o internatuta não precisa mais carregar seu microcomputador móvel para que possa armazenar seu arquivos em qualquer lugar do mundo. Basta um acesso à Intenet para que as fotos daquela sua viagem à Paris que tomaram todo o espaço da câmera digital sejam salvas e acessadas quando chegar em casa.

Março 30, 2007

Portal Terra: os limites do jornalismo na Internet

Arquivado em: academia — felipecomunica @ 6:51 pm

 

Refletindo sobre o Portal Terra uma série de apontamentos podem ser feitos acerca dos limites do jornalismo na Internet. E não por acaso a reflexão é feita sobre o Terra, um dos portais que explora grande parte das possibilidades da rede mundial de computadores. Não há como deixar de citar, no entanto, que as possibilidades ainda são muito maiores do que as exploradas.

O portal em análise tem algumas características que o colocam como próprio à nova forma de se fazer jornalismo. Foi concebido especialmente para a informação on-line. Portanto, não se trata de uma simples representação de uma publicação impressa, como na versão on-line do jornal paulista Estadão. Como tem na Internet seu objeto o Terra preza pela noticia instantânea, fazendo links para o contexto do tema que é noticiado. Ao disponibilizar esses links, o portal se aproxima do que é característica da Internet.

Por outro lado, são disponibilizados rádio e televisão digitais. Também não estamos falando aqui de uma simples transposição de um meio para outro, como teoriza Marshall McLuhan. São conteúdos produzidos especialmente para a rede, e veículos mantidos também especificamente para esse fim.

Embora tenha sim característica de jornalismo on-line, o Terra esbarra em alguns limites importantes por conta das imposições do mercado. No que diz respeito à produção de conhecimento, o portal deixa a desejar. Não explora o hipertexto, por exemplo, ignorando a rede de conhecimento que se consolida na Internet – rede que reforça a idéia da aldeia global, de Mcluhan. Ainda que existam mecanismos para isso, a interatividade também é pouco explorada, sobretudo na produção de informação, outra novidade importante trazida pela Internet.

Entrevista do deputado Frank Aguiar concedida à TV Terra e publicada no site You Tube: 

 

Março 17, 2007

O You Tube e a Cibercultura

Arquivado em: academia — felipecomunica @ 12:00 am

As monotonas tardes de domingo sem opção de entretenimento para além da “Temperatura Máxima” e do “Domingão do Faustão” estão contadas. A revolução digital em curso nos países desenvolvidos começa a chegar com força ao Brasil. E com ela, a cibercultura. Um espaço virtual onde a troca de informações entre fonte, mediador e receptor é constante e a interatividade parte fundamental do processo.

Aquele nostálgico episódio do Chaves onde o Professor Girafales elogia o Seu Madruga não precisa requer mais uma visita à uma videoteca para ser acessado. Tampouco se faz necessária a compra do vídeo em lojas do genêro. Basta ter em casa um computador ligado à Internet e, a partir dele, um acesso ao You Tube

 O site comprado recentemente pelo Google representou para o início do século XXI uma revolução na cibercultura. Internautas de todo o mundo disponilizam seus videos diariamente para outros internautas acessarem. Isso forma uma rede que leva à milhões de acessos diários à vídeos dos mais variados genêros. 

Quer ver o clipe de sua banda preferida? Acesse o You Tube. Prefere um capitulo dos “Trapalhões”? O You Tube também tem. E mais. Se ainda não estiver por lá você mesmo pode colocá-los. Embora para os mais conservadores a cibercultura já esteja no seu ápice, não é o que filmes como “Matrix” propõe. Ao contrário, são “profetas” de uma realidade onde não há fronteiras entre virtual e real.

 Se o You Tube não basta como exemplo para um conceito de cibercultura, porque não falar do compartilhamente de música na Internet. Para ouvir seu artista preferido basta acessar os sites que oferecem música de graça. É salvar em seu computador. E há ainda mais do que isso. Na litaeratura, a produção de conhecimento se encaixa nesse contexto. O mesmo cidadão que pesquisa no site Wikipédia, por exemplo, pode produzir material para pesquisa, agregrando novos conceitos ao tema pesquisado.

   

  

Blog no WordPress.com.